segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Imparcialidade

"O equilíbrio editorial dissipou-se. O jornal tendeu claramente para Kassab. Nem tanto pelas reportagens. Eu contei 10 matérias negativas sobre ele e 14 sobre Marta; 11 positivas para ele e 5 para ela. Mas colunas e artigos fizeram toda diferença. Anotei 13 textos opinativos com críticas a Marta e nenhum contra Kassab. No cômputo final, Kassab foi favorecido. (...)
Ainda pior foi a impressão que as edições da última semana passaram, pelo menos para este leitor: a de que o jornal já tratava o pleito como episódio superado, decidido. Pelo pouco espaço que dedicou, a ausência de criatividade nas pautas e de empenho na execução do trabalho, pelo quase automatismo editorial. Pena que um início tão auspicioso tenha redundado num final desanimador."

Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de São Paulo, 26 de outubro de 2008

6 comentários:

Guilhermé disse...

Aqui no Rio a eleição serviu para poucas conclusões sadias.
1) O Globo e afins, descobriram que não conseguem emplacar candidato sem apoio popular.
2) As eleições sujaram pouco as ruas, numa das mais fracas eleições da história.
3) O Governador Sérgio Cabral, apesar de ter sido o maior agente eleitoral do estado, tomando o lugar do próprio candidato em algumas cidades, só conseguiu eleger o prefeito da capital e mesmo assim implorando apoio de tudo quanto é lado.

A mídia não fala, mas a influência política do governador e sua capacidade de transferência de votos foi posta a prova e fracassou. Sintoma para 2010?

Lito "Tchê" Solé disse...

Em Porto Alegre, temos que ouvir comentários na Rádio Gaúcha de que Kassab foi uma "grata surpresa" em São Paulo... grata para quem?

O pior é agora ouvir eles falarem que a reeleição é uma prova de que tanto Fogaça como Kassab fizeram bons governos!?! Os milhões investidos, o enorme tempo de televisão e a utilização da máquina pública não contam... claro...

www.movca.blogspot.com

Qfwfq disse...

Penso que a eleição no Rio serviu também para uma conclusão sadia:
Uma campanha limpa, com honestidade e sem demagogia foi capaz de fazer ressurgir uma militância espontânea e engajada, que por muito pouco não ganhou a eleição. Foi lindo ver o Rio vestindo verde e votando orgulhoso de seu candidato. Não ganhamos a eleição, mas mostramos que a ética e a coerência também rendem apoio popular.

Blogueiro disse...

SORRIA!

VOCE ESTA NA R_E_D_E_B_L_O_G_O

;)

Anônimo disse...

O jornal tem o direito de apoiar canditdatos sim. Nos EUA clramente temos jornais republicanos e democratas.
Apenas não se deve falsear os dados. Ora, por que vcs não se queixam do Paulo Henrique Amorim e o resto da turma da Banda Larga, que fazem campanha pró-Lula?

Guilherme Scalzilli disse...

Todo veículo deveria assumir suas preferências político-partidárias. A imprensa brasileira (com honrosas exceções) esconde-se sob a ilusão de uma imparcialidade que ninguém possui e que só existe no discurso publicitário. O jornal pode apoiar candidatos; só não pode fingir o contrário.