sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Nataniel Jebão

Personagem de Fausto Wolff na revista Bundas. Ano 1, número 7, julho de 1999.

Um craque
O substantivo do título talvez seja vago para definir o nosso amado presidente Fernando Henrique Cardoso. Para fazer-lhe justiça, Jebão talvez necessitasse de um neologismo que envolvesse campeão, ás, paladino e herói; algo poético e verdadeiro como palacrão. Como não cair de joelhos diante de um sábio corajoso que conseguiu mudar ministros sem mudar nada? Todos receberam o seu quinhão, até mesmo o ingrato Renan Calheiros, a quem foi ofertada a liderança no Senado. A hora é de sacrifício. Eu mesmo, o grande Jebão, não fui convidado para o Ministério da Cultura e nem por isso fiz qualquer escândalo. O momento é de união em torno do objetivo comum que é o poder pelo poder. Ou pelo pudê, como diz de forma bem mais sofisticada o meu padrinho e acadêmico José Sarney.

Vitória brasileira
Recebi um A-Mala do jornalista francês Jean Claude Pasfaux (logo passo aí para comer tua irmã) do Le Figaro, dizendo que a idéia de alimentar pobres com um menu à base de ratos foi considerada so-fis-ti-ca-dér-ri-ma em toda a França. Planos já haviam sido feitos pelo governo Chirac para desratizar o famoso metrô de Paris, quando descobriram que não havia pobres em número suficiente. Mais uma vez a Europa se curva diante do charme, da graça e da elegância da mulher brasileira.

Jebinhas
Meu programa de TV favorito é o Manhattan Conection. Adoro a simplicidade e a falta de frescura daqueles rapazes.

3 comentários:

Caim disse...

Caro sócio e amigo de leitura, Guilherme, talvez não tenha pescado de fato a razão de ser deste post: será que o presente repete o passado? Ou o passado repete o presente? Ou será somente nostalgia mesmo?

Guilherme Scalzilli disse...

Caim,
de tudo um pouco. O Jebão é um clássico do Fausto Wolff, retrato hilariante e cínico da elite que apoiava FHC.
Abs
Guilherme

Caim disse...

Obrigado pelo mapeamento.