sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Roda de antanho


Escarafunchando as arcaicas fitas de videocassete da preciosa coleção caseira, descubro um Roda Viva gravado em novembro de 1997. O entrevistado era José Saramago, recém-premiado com o Nobel de literatura. O mediador, Matinas Suzuki Jr.

Entre os convidados, surge o saudoso Leo Gilson Ribeiro, que escreveu a primeira crítica a um livro meu e depois foi fundamental para minha inserção no time da Caros Amigos. Revê-lo num programa daquela importância, com o prestígio conferido à revista, causa estranhamento. Na TV Cultura de hoje, tamanha abertura à imprensa alternativa e à multiplicidade de pensamento parece tristemente impossível.

3 comentários:

Hudson Luiz Vilas Boas disse...

Guilherme
Por onde andaria Matinas Suzuki? Gostava muito das colunas dele sobre política e futebol na Folhona. Achava-o "independente" e "imparcial". Mas essa era leitura que fazia sobre ele na minha saída da adolescência, hoje, sinceramente, não sei se teria essa leitura. O que você acha dele?

Anônimo disse...

Ficamos entre o bom e o mau gosto de sermos cultos ou simplesmente "POPS"
Estou limitado nesse corpinho a sentir o que me permitiram .
Minhas emoções quase que representam uma técnica de sobrevivência .
Cultura é uma possibilidade de ser e estar até mesmo colaborando com esse sentido prático de sermos uns grandes idiotas às vezes.
Não tenho condições intelectuais de definir o que é a vida e me submeto à um estético sedutor dos meus cinco sentidos.
A TV cultura se intitula desta maneira por que o resto é o quê ?
Quem vai me livrar da realidade do que foi e representa o meu parto?
Gastar a vida ! Cheio de técnicas de auto estima ao invés da simples alienação.
Um megalomaníaco com uma arma portátil de destruir grandes metrópoles e fazer diplomacia usando o telefone celular não resolverá o meu problema de existir.
Garçom !!! Por favor ! Mais uma garrafa do mais baratinho !
Por acaso vocês tem algum jornal fresquinho do que está acontecendo hoje?
Gravei no meu celular a imagem falante de um velho de noventa anos de idade cheio de alegria.
Que tempos são esses de agora?

Guilherme Scalzilli disse...

Hudson, confesso que perdi o rastro do Matinas. Também gostava dele, foi uma boa novidade no ambiente meio carmcomido dos jornalões. Lamento o sumiço, mas vou procurar.
Abraço do
Guilherme