sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A festinha particular do Bradesco


Em dez minutos, antes do horário marcado para início das vendas, os ingressos mais caros do show de Paul McCartney foram esgotados. Se me apresentarem cinco pessoas que efetivamente pagaram setecentos mangos pela entrada, imito Werner Herzog e como os sapatos em público.

Quem eles pensam que enganam? É tão difícil o Bradesco admitir que está realizando um evento para sócios, clientes e amigos? E por que diabos o Procon não faz nada contra essa criminosa “taxa de conveniência”?

Claro, se eu tentasse alugar o Morumbi para um convescote no qual apenas meus amigos fossem bem tratados, e eu ainda por cima pudesse encher as burras com o dinheiro dos incautos, aposto que seria impedido pelos nobres defensores dos direitos do consumidor. Mas o Bradesco banca anúncios milionários na imprensa, financia parlamentares e, afinal, associa-se à imagem de um Beatle.

É por essas e outras que... enfim.

2 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Triste realidade, me recuso a comprar o ingresso mais caro,nas mãos de terceiros.

Cibele disse...

Guilherme, da última vez em que Paul esteve no Brasil, eu era bem novinha, mas consegui ir. Agora, já passando dos trinta, não consigo!!! Lembro muito bem de como foi fácil pagar o ingresso, era bem mais barato... E ainda consegui comprar no mesmo dia! Não tinha quem fosse comigo, e só encontrei companhia na última hora. Isso foi em 93, no estádio do Pacaembu. Nem acredito que o ingresso de pista vai custar trezentos reais, o que já é, aliás, coisa normal por aqui. Sem falar dessa pista prime, que é uma afronta e uma vergonha geral... Odeio ingresso de arquibancada. Juro que, há dezessete anos, não paguei mais do que o equivalente a uns sessenta ou setenta reais hoje, na pista. E num estádio menor. Me sinto ultrajada.