segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Neymário



Faz tempo que torço pelo fracasso absoluto de (quase) todas as seleções brasileiras de futebol masculino. A repugnância tem diversos motivos. Um deles, talvez menos grave que o resto, é o tratamento conferido pela crônica esportiva a certos jogadores de atitudes questionáveis. Sob o pretexto de louvar suas eventuais habilidades técnicas, ela finge não ver a falta de caráter e de profissionalismo, a arrogância, o mau exemplo, etc, amiúde exagerando aquelas para compensar os defeitos. Romário é o melhor exemplo recente de tais distorções.

Neymar trilha o mesmo caminho. O triunfo do time brasileiro no sul-americano sub-20 não conseguirá ofuscar a lamentável exibição de firulas, encenações, indisciplinas e provocações perpetradas pelo jogador santista. Usando o jargão do regulamento, é um atleta que se aproveita de “atitudes antidesportivas” para superar os adversários. Há quem chame isso de genial.

Pouco importa, nesta análise, se Neymar é o Garrincha (ou o Romário) que julga ser. Ele está se transformando num jogador manjado. Os árbitros por enquanto apenas ignoram seus malabarismos, tolerando acintosas reclamações que não engoliriam em outros atletas. Mas em breve começarão a puni-lo. E o moço, que já mostrou possuir miolos mal cozidos, pode entrar num círculo vicioso de imbecilidades que termine por desmoralizá-lo. A imprensa que o glorifica ajudará a destruí-lo. Sinceramente, não consigo lamentar.

3 comentários:

Felipe disse...

Concordo plenamente Guilherme. Todos esses jogadores são indisciplinados, pouco profissionais, exibem sua ascensão social e reproduzem a ideia forte e impregnada no imaginário brasileiro da malandragem. E o pior é que louvamos esses caras.

Luciano Mano Negra disse...

Olha, eu não concordo. Dia desses, li uma entrevista esclarecedora desse menino, e ele disse que arrepia o cabelo porque pode, tem o cabelo liso, porque ele acha que não é preto. Além disso ele dá o dízimo. A igreja ganha 40 mil por mês dele, bom menino. E ganha mais 4 mil por vez que ele comparece a um evento. Dessa forma, por ajudar tanto a deus, ele pode muito bem recusar-se a entrar num hospital para crianças excepcionais mantido por um centro espírita, pois lá não há deus. E ele pode também levar prostitutas para o hotel, até porque o pai dele não sebe, o pastor não sabe, e a Grobo não mostra.

Ronaldo Gomes disse...

Porque o sucesso de uma pessoa incomoda tanta gente neste pais?