quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um saco



Os fabricantes de sacos plásticos adoraram a idéia de proibir sua distribuição nos supermercados. O cliente que antes reutilizava as embalagens para transportar lixo e guardar coisas meladas agora terá de comprar quilos dos conhecidos “sanitos”. E estes produtos, que já são caríssimos, terão preço cada vez maior, por causa do aumento da demanda.

Como sempre, em nome de um difuso “interesse público”, inventa-se uma regra de eficácia duvidosa, jogando toda a conta para o contribuinte. Em vez de prever a distribuição gratuita de sacolas ecológicas, a lei obriga o infeliz a pagar absurdos se não quiser ter um pouco mais de trabalho para continuar fazendo o que sempre fez.

É por essas e muitas outras que a plataforma ambiental contribui para agravar os problemas que pensa (ou diz que pensa) combater.

2 comentários:

Dael C. Pereira disse...

concordo com seu ponto de vista, é preciso bastante cuidado e bom senso ao tomar decisões, que tem como objetivos a proteção do meio ambiente.Caso contrário vira faca de dois gumes.As leis para normatização das relações socioambientais são necessárias e importantes.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL CASA GRANDE disse...

Os supermercadistas, também estão por trás disto. Sempre reclamaram de pagar a conta das sacolinhas, este "fervor ecológico" na verdade tem a lógica do lucro como sempre. A lei deveria obrigá-los a fornecer sacolas "auto-destrutivas", ou "bio-degradáveis",rs.