sexta-feira, 3 de agosto de 2012

“Batman – o Cavaleiro das Trevas ressurge”



















Dizem que é o final da trilogia de Christopher Nolan, mas que pode haver uma releitura. Esta série dificilmente será superada, por causa da adequação visual com o universo de Batman (nem por isso desgosto dos filmes de Tim Burton sobre ele).

Apesar das expectativas e da louvação crítica algo desmedida, não repete o impacto do filme anterior. O Curinga de Heath Ledger é vilão insuperável, mas ali também havia um tratamento mais cuidadoso, ou menos seduzido pela grandiloqüência. O roteiro de Nolan exagera um pouco na verborragia, permite uma leitura política enviesada e tem lá seus furos. O resultado, plasticamente, é irregular: no meio daquela pujança toda há enquadramentos pobres, cenários e adereços comuns; o aspecto “digital” dos efeitos às vezes fica evidente.

São percalços quase irrelevantes no conjunto forte, cujo ritmo prova o talento narrativo de Nolan, tanto que a longa duração flui sem que a percebamos. Excelente seqüência inicial. Elenco vigoroso, muito superior à média do entretenimento familiar hollywoodiano. Anne Hathaway, Gary Oldman e Michael Cane sobressaem até demais, ofuscando o contido Christopher Bale.

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

Ponto fraco para a Talia al Ghul de Marion Cotillard (isso é spoiler?), com direito a "momento-parem-tudo-que-vou-explicar-minhas-motivações", além de uma morte estilo Zorra Total - será que foi uma homenagem de Nolan à série sessentista?