sexta-feira, 2 de outubro de 2015

“A pele de Vênus”

 




















Adaptação bastante fiel da peça homônima de David Ives, que por sua vez retrata o teste para uma encenação baseada no clássico do austríaco Leopold von Sacher-Masoch. Esse jogo de texto dentro do texto ganha uma terceira dimensão no filme, gerando inúmeros desdobramentos especulativos.

Roman Polanski é mestre da narrativa cinematográfica, especificamente da decupagem. Isso fica evidente quando ele trabalha em condições mínimas, como aqui, dispondo de apenas dois atores e um único cenário.

E é interessante notar como essas características se reptem na filmografia do diretor, desde “A faca na água” (1962) até “Deus da Carnificina” (2011), passando por “Repulsa ao sexo” (1965), “Lua de fel” (1992), “A morte e a donzela” (1994), etc. Sempre com extrema precisão plástica e grande senso de andamento.

A temática sexual, de forte viés feminista, traz inevitável lembrança das vicissitudes de Polanski com a Justiça estadunidense. A ótima Emmanuelle Seigner, esposa do diretor, e Mathieu Amalric (também cineasta, que a certa altura parece mesmo imitá-lo) reforçam esse detalhe autobiográfico. 

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/