sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O quinhão do Timão

 
















É vergonhosa a festa que a crônica futebolística faz com o título corintiano. Um mínimo de espírito crítico levaria a questionar o merecimento da conquista, e até a sua lisura.

Os resultados do Campeonato Brasileiro expõem os privilégios dos clubes favorecidos pela CBF e pela rede Globo. Da primeira vêm os “erros” de arbitragem. Da segunda, a proteção financeira das cotas de TV.

O Corinthians recebeu cerca de R$ 100 milhões, mais do que o triplo da parte reservada a oito dos vinte clubes que disputam o Brasileiro. O dobro do montante pago a outros cinco participantes.

Esse método de manipulação faz dos pontos corridos um logro infalível. Sob a aparente “justiça” do sistema, a elite da Globo se eterniza na disputa de títulos e vagas à Libertadores.

Os elogios a Tite e seus comandados milionários escondem a estrutura viciada que os financia.

3 comentários:

Laércio Marinho disse...

As cotas de TV são bem justificadas, os times que atraem mais audiência têm que receber um valor maior, o que atraem menos devem receber menos.
Se o Flamengo e Corinthians dão mais visibilidade aos anunciantes, é justo que eles recebam um valor igual a de times que dão menos visibilidade?
Assim como Grêmio, São Paulo e Vasco não devem receber igual à Chapecoense, eles devem receber mais, pois dão mais visibilidade que a Chapecoense, porém menos que Corinthians e Flamengo, logo aqueles devem receber menos que esses.
É algo estritamente comercial.

Guilherme Scalzilli disse...

Laércio, esse raciocínio faz sentido se vc acredita que a audiência dos times existe por si só, independente de qualquer outro fator. Mas, se estamos falando de uma relação comercial, a lógica poderia ser invertida: então veríamos a popularidade dos clubes como parte da estratégia televisiva para atrair anunciantes.
Mas isso não altera o essencial do meu argumento, que recai na injustiça de favorecer economicamente alguns competidores num sistema de disputa onde o aspecto financeiro é decisivo. Um título, não importa o time campeão, só seria merecido com o mínimo de competitividade entre os participantes.
Abraço do
Guilherme

Gilson disse...

Comentários de quem não acompanham futebol e sua estrutura, e como muito bem explicou o Guilherme Scalzilli... a questão é audiência... IBOPE... retorno de investimento, com isto quem investe mais, tem mais mídia e consequentemente maiores investimentos. #simplesassim e o resto é só choradeira!
Abraços
Gilson