sexta-feira, 27 de março de 2009

Futurologia: o pacote habitacional

Deu nas folhas de chá que a nova estratégia de subsídios à moradia popular terá muitas dificuldades de implantação. Sim, é o maior programa da história, revolucionário em diversos aspectos, etc. Mas depende da boa vontade dos Estados e municípios.
O pacote guarda forte apelo eleitoral. Lançado às vésperas de uma campanha presidencial disputadíssima, confere (mais um) triunfo de popularidade a Lula. É óbvio ululante que, nos Estados e regiões metropolitanas mais populosos do país, as administrações vão simplesmente ignorá-lo, quando não o sabotarem abertamente.
Ou alguém imaginou que Yeda Crusius, José Serra e Aécio Neves iriam abraçar um carro-chefe da candidatura Dilma, assim, por solidariedade aos pobres? Fala sério.
O programa habitacional pegará, se tanto, nas regiões administradas por aliados do governo federal (onde, aliás, a petista já seria naturalmente forte). Além disso, como acontece com quase todos os investimentos federais, os governos locais vão se apropriar dos méritos do pacote, jogando para Lula a conta dos eventuais percalços.
Resta, no entanto uma chance de sucesso: o avanço de Dilma na pesquisas eleitorais atrair o interesse de prefeitos, governadores e parlamentares, alavancando o programa.

2 comentários:

IAMoraes disse...

Ninguem achou que o plano engorda as cidades grandes e tira do interior o incentivo, trabalho, e circulacao de dinheiro?

Guilherme Scalzilli disse...

Oi Moraes,
este é outro defeito do programa, que, parece, está em vias de correção obrigatória.
Abs
Guilherme