segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nocaute















Fala-se muito na ausência de opositores competitivos para enfrentar Dilma Rousseff. Inventaram até que a eventual reeleição dela ocorreria graças a certo “WO”, sigla esportiva para a falta de adversários.

É um diagnóstico típico de cegueira militante. Em vez de ligar os pontos na reta óbvia, associando a crescente popularidade do governo aos índices sociais positivos, os analistas preferem garatujar um rocambole de explicações secundárias.

Tudo para não admitir duas evidências: que as intenções de voto refletem os méritos do projeto petista e que estes ficam ainda mais claros quando se compara a atual administração com as anteriores. Os tucanos odeiam comparações, mas elas são inevitáveis no julgamento do eleitor.

É tolice imaginar que faltaria apenas um adversário articulado, com plataforma coesa, para vencer a presidenta. O que não falta no cenário político brasileiro são personagens midiáticos, de várias estirpes e apelos, inventados para buscar brechas no favoritismo da mandatária.

Mas talvez as grandes lacunas ressentidas sejam as da competência administrativa e da credibilidade. Nesse caso, não há grande coisa que a oposição possa mesmo fazer.

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