sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A última dos carrascos espanhóis

O compositor e violonista Guinga tomou uma coça de policiais espanhóis no aeroporto de Barajas, em Madri. Guinga é um gênio da raça, dos maiores músicos deste planeta insano. “Catavento e girassol”, disco de parcerias suas com Aldir Blanc interpretadas por Leila Pinheiro, merece participar de qualquer antologia digna.
Mas os cretinos fardados não tinham como conhecer informações tão elaboradas. Trataram o gênio como tratam qualquer viajante estrangeiro. Há tempos Barajas é uma espécie de Guantánamo turística, onde inocentes são encarcerados por dias sem maiores pretextos, perdendo conexões, diárias, férias e compromissos profissionais.
Agora não basta que as autoridades brasileiras tratem espanhóis com a mesma brutalidade, como ocorreu no ano passado, quando alguns incautos foram devolvidos e estranhamente os abusos cometidos em Madri passaram a diminuir. O caso de Guinga exige uma atuação imediata do Itamaraty junto ao governo espanhol. Ou então alguém se julgará no direito de também espancá-los.
Há limites.

Não custa retornar a uma postagem vetusta sobre o tema, que continua tristemente atual.
E vale sempre conhecer a obra magistral da vítima.

3 comentários:

Anônimo disse...

Vou sim, ver a obra dele.
Mas sinto informar, que não há limites não.
Obrigada.

Unknown disse...

E pior é que aqui no Rio a burguesia se vangloria de ter ido em um lugar como este.

Anônimo disse...

O 1º acolhimento da Europa ?