quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O fator Marina Silva

A ex-ministra do Meio Ambiente ganhou as graças da mídia. A tendência começou quando ela pediu demissão, e pode se transformar num fenômeno publicitário caso o PV consiga realmente seduzi-la para concorrer a presidente em 2010.
Dizem que ela surgiria como a novidade que o eleitorado procura, com biografia, perfil e plataforma de fácil apelo popular. Será? Para que Marina tenha qualquer chance real, seria necessário que compusesse uma chapa abrangente, com acúmulo de tempo na propaganda gratuita e alianças nacionais – além de afastar a concorrência da interminável Heloísa Helena. São muitas variáveis para uma disputa que já começa polarizada, da qual nomes de grande reconhecimento, como Ciro Gomes, preferem se abster.
Cabe lembrar que o PV possui quadros como Zequinha Sarney e outros de sua cepa. O partido é aliado de quase todos os governos demo-tucanos do país, principalmente em São Paulo, onde apóia tanto Gilberto Kassab quanto José Serra.
A invenção de Marina é puro ensaio, uma espécie de idílio, nascido na necessidade de inventar alguém para bater em Dilma Rousseff impunemente, facilitando uma vitória de Serra no primeiro turno. Faz parte de um esforço preliminar a ser empreendido pelo governador até o final do ano, através de viagens e pesquisas de opinião, buscando aferir suas reais possibilidades na disputa presidencial. E, pelo visto, elas são menos sólidas do que se imagina.

7 comentários:

Dias insólitos disse...

Guilherme, de fato é uma biografia bastante popular e atrativa, caso o PV consiga atrair e lançar Marina a candidatura, a esquerda muito mais democrática e plural se partirá em facetas inimagináveis o que dará vantagem a oposição sedenta pelo retorno...importante alerta...
Não pormenorizando o valor e capacidade de Marina Silva, mas uma campanha não se começa e não se disputa, não se ganha com a divisão...oxalá essa esquerda nacional tenha a sapiência necessária e não se deixe levar pelas necessidades proemninentes de ego e poder comuns nos insaciáveis meios eleitoreiros...
Abraços

Dissolvendo disse...

Guilherme

O PV sempre teve como alidos preferenciais os tucanos e os demos. Então fica no ar a seguinte pergunta: Num eventual governo Marina Silva (eleita pelo PV) Kátia Abreu (demo-senadora, presidente da CNA e musa do agronegócio que ameaça com a volta do trabalho escravo e a destruição da Amazônia)ocuparia qual função. Líder do governo no Senado ou ministra da Agricultura?

Dias insólitos disse...

Claro, sempre aliados...fica difícil a resposta hein Guilherme...que se deem conta!

Abraços

Guilherme Scalzilli disse...

Dias insólitos e Dissolvendo, esse é o paradoxo que o PV tem de resolver para retornar ao círculo progressista e firmar-se como opção alternativa. Quanto às reais chances de Marina vencer (ou mesmo atrapalhar Dilma), vejo-as como nulas. Marina é sim um ótimo nome, mas uma campanha desse porte exige muito, muito mais. E confesso que não chego a lamentar...
Abraços do
Guilherme

Paulo Araújo disse...

Façamos um exercício Guilherme: pergunte a 10 amigos e amigas próximo(a)s a você se têm algo contra Marina, e se consideram legítima sua candidatura a Presidência. Por favor, não pergunte se votariam nela, ok?! Depois seja honesto e post aqui os resultados se é que você tem coragem de ser ético e imparcial. Está lançado o desafio, e posto os motivos pelos quais sua candidatura existe: ausência de esperança!

Leonardo disse...

Se fosse alguém irrelevante, nem o PT, nem vocês, nem os jornalistas ligados ao projeto do PT estariam comentando tanto... O próprio Partido dos Trabalhadores está dando a audiência que a candidatura de Marina gostaria de ter.

O "delírio" dessa mulher, como descrito no texto do tópico, foi a ousadia de se descompatibilizar com o projeto governista, projeto esse que Marina Silva era importante, claro, qual partido não gostaria de tê-la em seus quadros?

Ousadia é a palavra certa... A candidatura do PV é uma ousadia e pessoas inteligentes sabem que OUSAR é salutar, pois o arrependimento de não ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceito, costuma ser doloroso e profundo. Ousadia é o que falta na candidatura do governo, não há nada empolgante em Dilma “a mãe do PAC”, números não cria aquele sentimento que a militância teve ao eleger Lula em 2002... A mesma ousadia que falta em José Serra.

O nome de Marina, na pior das hipóteses pode não dá em nada, ok, era o "previsível", porém se o imprevisível acontecer, e eu acho que vai acontecer SIM! Candidaturas que julgamos "fortes" serão simplesmente ofuscadas.

Não adianta compará-la a Heloisa Helena, todos sabemos que Marina Silva não choca as pessoas, ela tem uma imagem boa vendida a sociedade e se o próprio PT, pai dessa imagem, tentar mudar o que o povo vê em Marina, será no mínimo contraditório.

Por isso que compreendo essa necessidade em ofuscar a candidatura logo agora, tão precoce, seria como um assassinato ainda no ventre, um aborto.

Juarez Silva (Manaus) disse...

Eu discordo Scalzilli..., assim como muita gente, faço outra leitura do fator Marina..., para poupar tempo e post ... http://blogdojuarez.amazonida.com/wp/?p=319