quinta-feira, 2 de abril de 2009

A infâmia antifumo

A legislação que proíbe indiscriminadamente o cigarro em locais fechados deve ser aprovada pela Assembléia Legislativa nos próximos dias. Proposta pelo governo José Serra, é típica medida autoritária, calcada em deturpações e paranóias, um verdadeiro retrocesso em relação às tendências mundiais.
Apesar do teatro pseudo-democrático, dominado por xiitas proibicionistas, a lei não passou pela devida discussão pública. Por isso, seus maiores defeitos permanecem inalterados: a) inconstitucionalidade (regulamenta matéria de alçada federal); b) inutilidade (sua aplicação efetiva é virtualmente impossível); c) mistificação (os males causados pelo fumo passivo são superdimensionados – até o filósofo conservador Denis Lerrer Rosenfield denunciou recentemente as mentiras proferidas sobre a questão); d) despotismo (viola o direito de escolha de clientes e proprietários de estabelecimentos comerciais).
Ainda há um fio de esperança de que as emendas ao projeto incluam, pelo menos, a possibilidade de instalação de fumódromos, uma civilidade que os idiotas repressores ainda não tiveram a honra de conhecer. Toda pressão aos dignos deputados é urgente e bem-vinda, através da página da Alesp.

17 comentários:

Anônimo disse...

Tenho alergia a fumaça e cheiro de cigarro, chego cedo no bar para assistir ao futebol, na hora do jogo começar sou cercado por duas mesas esfumacentas que jogam a fumaça na direção de meu nariz. Ou me retiro imediatamente e perco o jogo (foi o que fiz), ou teria que enfrentar varios dias de rinite acompanhada de insonia e despesa com remédio. Não tenho nada contra as drogas, desde que o drogado saiba que o seu direito termina na hora que começa o direito de quem opta em não usar.

Guilherme Scalzilli disse...

Anônimo, parece-me que esse argumento distorce a noção de "direito". Por que os fumantes teriam de sair do bar? Se a TV estivesse transmitindo novela, vc ficaria? Igualdade, mas igualdade mesmo, é permitir ao cidadão escolher: se quer fumaça, jogo, crianças chorando, música ao vivo, ar condicionado, etc. Não é razoável privilegiar uns doentes em detrimento de outros.
Abraço do
Guilherme

Anônimo disse...

existe a liberdade de quem queira almoçar ou jantar sem ter que respirar fumaça de cigarro?
existe a possibilidade de haver locais destinados aos fumantes?
por que muitos fumantes não respeitam a liberdade dos que não fumam?
por que os governos não se preocupam com tema de maior prioridade? abraços, Scalzilli!

Marcelo disse...

Scalzilli

Pelo seu comentário, acredito que seja fumante. Por isso, não consegue compreender a irritação e o nojo dos não-fumantes em relação aos adeptos.

Para quem não fuma, o odor é insuportável, é anti-higiênico.

A liberdade é muito importante, mas um fumante largando fumaça na cara de outra pessoa é invadir a liberdade do segundo.

Anônimo disse...

Direito é a força das bestas.
Igualdade não existe e nunca existiu. Ela é impossível.
Aliás , qual é a vantagem, glamour, ou sei lá o que , em intoxicar o organismo e feder o ambiente ? E pateticamente pagar por isto ?

Anônimo disse...

É legítimo ao cidadão ir almoçar num restaurante bom sem ter tomado banho?
É igualmente desagradável a quem tem bom nariz o cheiro do ser humano suado.
Vão proibir o suor?
Posso lhe garantir, sem estudo algum, que o odor eliminado por uma pessoa é maléfico à outra. E trago por base sólida razão bioquímica: os sucos eliminados pelos corpos é ácido e corrosivo, certamente bem não faz a outrém.
Proibir é o mesmo que incentivar conflitos. Faz-se muito isso.

dan disse...

se fumar não implicitasse o ato de jogar a fumaça no ar pros narizes alheios, tudo bem. mas foda é ter que fumar por tabela!

Gigio disse...

Tudo bem. Mas cigarro é uma coisa horrorosa. E o meu direito de não ser alvejado pela sua fumaça nojenta?

Fumar em ambiente fechado deve ser proibido sim, e não pela questão do fumo passivo, mas sim pelo fato de a fumaça do cigarro incomodar mesmo, e muito.

Trebaud disse...

A irritação e cobrança dos seus "direitos", pelos não-fumantes é agressiva, mal-educada.
Há cheiros piores, concordemos.

MPHP admin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MPHP admin disse...

Fico impressionado com o senso de democracia às avessas professado pelos fumantes. Atitude que só reforça a personalidade inconveniente, mal educada e antiética da maioria deles.
No afã de clamar por direitos se esquecem daqueles que são os mais prejudicados, os empregados de bares e restaurantes, aos quais, sem direito de escolha, apenas lhes resta fazer parte das estatísticas de portadores de doenças cardíacas e respiratórias.
O que você diria para eles: mudem de emprego?
Falar em contramão das tendências parece brincadeira de mau gosto haja vista as ações tomadas por cidades como Nova York e Dublin e muitas outras no mundo.
Inacreditáveis os argumentos falaciosos sobre desemprego e queda de faturamento do setor que várias pesquisas mostraram que não se verificaram nas cidades que proibiram o fumo em ambientes fechados.
Pior ainda é aliar a questão à sucessão presidencial só explicável pelo desespero de quem prevê que no futuro próximo apenas poderá fumar em casa ou nas casas de amigos fumantes. É o momento de abandonar esta idéia, ela sim, está na contramão das tendências.

MPHP admin disse...

Complementado um contra-argumento às suas freqüentes alegações de que o correto seriam locais exclusivos para fumantes permitindo o direito de escolha.
É preciso levar em conta que estes locais só são eficazes se, totalmente, isolados das áreas de não fumantes, sem intercomunicação.
Se assim não for, ficaria como antigamente nos aviões que não existia separação real, era uma linha divisória imaginária e que comprovadamente causou um tipo específico de câncer no pulmão nas pessoas que se utilizavam com muita freqüência de vôos internacionais.
Quantos estabelecimentos suportariam o custo de se adequar a estas condições.
Falar em fumódromo adjacente às áreas de não fumantes é uma agressão à nossa inteligência.
Volta a questão: quem serviria nestes recintos? Apenas empregados fumantes?

Anônimo disse...

Que o fumo é maléfico para a saúde é fato!
Que o fumante passivo tb está exposto aos malefícios do tabaco, é fato!
Mas quem paga pelos elevados custos das doenças causadas pelo cigarro? Todos nós contribuintes!
Mas quem paga o preço mais alto é o cidadão que necessita de tratamento para uma doença crônica, mas o sistema perde dinheiro com o tratamento de doenças que são evitáveis (causadas não só pelo cigarro, mas tb pelo alcool).
É óbvio que o SUS não tem dinheiro por causa dos fumantes, mas esta é mais uma fonte de gastos que poderíamos evitar.
Sem esta de direito do fumante, pois pergunto onde está o direito à saúde?
O Sr. acha que existe direito ao vício? Pode até ser, mas se este direito pode causar algum malefício ao seu próximo, vc deve perde-lo!

CRC

Anônimo disse...

eu tenho 51 anos quando eu era jovem os meios de comunicaçoes me encinou a fumar usando cawbois mulheres bonitas carros fas 40 anos que eu fumo tenho vergonha de ser evangelico pois não concigo largar o vicio e agora sou tratado como um drogado excluido da sociedade não fumante por culpa de governos incapases eles tem a obrigaçaõ de ofercer em longa escala tratamento para nos pois foi eles que nos indusirãm a isso porque os inpostos foi muito bom para eles concertem o erro com ajuda não com multas e umilhação ass. gilmar maganha

Guilherme Scalzilli disse...

MPHP, há muitos tipos diferentes e eficazes de fumódromos instalados em bares, boates, restaurantes e até aeroportos no mundo todo (vide Barajas, em Madri). Na verdade, os casos de restrição total são esparsos e isolados, mesmo nos EUA.
A saúde dos garçons é apenas um pretexto conveniente, que ninguém utiliza para a construção civil ou a agricultura extensiva, por ex. Dentre as muitas soluções moderadas para o problema, existe até a de não haver serviço nas áreas reservadas ao cigarro.
Anônimo, se a tese do custo acarretado à saúde pública fosse aplicada às doenças cardíacas, alguém poderia propor a proibição da maionese, do álcool e dos elevadores (e dos automóveis). Ademais, acho que os impostos cobrados dos fabricantes de cigarro poderiam perfeitamente cobrir esse gasto.
Se o cigarro não é proibido, fumantes não são criminosos e possuem direitos de cidadãos. E repitirei sempre: não cabe aqui discutir os "méritos" deste ou de qualquer outro vício.
Abraços do
Guilherme

Daniel Cético disse...

Hum...
E a o poluição?
O pessoal fica respirando o dia todo fuligem dos carros...
Vão querer proibir os carros também?

Anônimo disse...

MPHP, meus parabéns.

Daniel Cético, os carros estão cada vez menos poluentes, é só comparar carros de hoje com o de 2 décadas atrás. Os cigarros estão menos poluentes que há 2 décadas atrás? Outra: Os carros poluem, mas são um meio de locomoção; qual a utilidade prática do cigarro?